A redoma de vidro – Sylvia Plath

(Por algum motivo desconhecido o wordpress sumiu com o meu texto do post, mas tudo bem, já estamos resolvendo esse problema)

Muito tempo sem postar, muitos livros lidos esperando um espacinho aqui no blog, mas vamos começar por um dos últimos livros que li.

No começo desse ano eu montei na minha agenda uma lista de 10 livros que quero ler em 2017. São livros que estão parados na minha estante há muito tempo e eu quero muito, ou alguns livros que acabaram de chegar e que eu faço questão de ler logo. Em geral são livros da minha lista imaginária de livros que nunca li e sempre amei. O livro do post de hoje é um dos títulos dos meus 10 livros para 2017 e é um desses livros que já eram importantes pra mim mesmo antes de começar a ler.

Meu primeiro contato com a Sylvia Plath foi com o livro Desenhos. Esse foi um dos primeiros livros que eu aluguei no Kindle unlimited. O livro reúne desenhos e cartas da Sylvia Plath para a família durante um período em que ela estava feliz e empolgada com a vida. É um livro leve, extremamente gostoso de ler e que já deixou uma ótima primeira impressão da autora. Logo depois procurei alguns poemas dela na internet e reforcei minha admiração pela autora. Depois de tudo isso ficou impossível continuar adiando a leitura de A redoma de vidro.

A redoma de vidro é desses livros que mesmo que você nunca tenha lido é muito provável que conheça a história, ou pelo menos tem uma ideia geral do que se trata o livro. Ele já foi tão comentado na internet que fica meio difícil começar a ler sem saber nada sobre a narrativa.

O livro é narrado em primeira pessoa e conta a história de Esther Greenwood, uma jovem que sempre foi brilhante, sempre se destacou e que no início do livro está em um estágio em Nova York. Lá ela conhece todo um universo de festas, presentes, luxo e glamour. Quase o mesmo mundo das blogueirinhas de hoje em dia. Mas aos poucos a gente percebe que tem alguma coisa estranha e essa sensação vai crescendo, e ao mesmo tempo não parece nada muito absurdo. Ela passa por uma fase de confusão, de não saber direito pra onde ir, mas isso é muito normal para a idade dela e a fase de se aproximar do final de graduação e precisar tomar algumas decisões importantes. Mas em um determinado momento a gente percebe que o buraco é mais embaixo e que na verdade a Esther tem depressão.

O livro tem uma escrita muito seca e muito direta. As frases são curtas e bem claras. O fato da Sylvia Plath ser poeta deixa o livro muito bonito apesar de ser tão direto.

Eu tive alguns pequenos problemas com o livro. Um deles foi que por muito tempo eu me senti deslocada. Era como se eu tivesse caído de paraquedas naquela história, as coisas não faziam muito sentido e eu não conseguia me afeiçoar a personagem. Outro problema foi que não achei as personagens secundárias realmente convincentes. A gente conhece algumas amigas e caras que se envolvem com a Esther, mas nenhum deles me parecia real. Era sempre muito superficial. Mas conforme o livro foi avançando eu comecei a entender melhor o universo da Esther.

A Sylvia consegue te jogar dentro da redoma da Esther. Você consegue enxergar o mundo pelos olhos dela e o mundo não parece uma coisa muito legal. Eu acho que considerei os personagens secundários apáticos porque na verdade eles nunca fizeram parte da redoma da Esther, eles até podiam participar da vida dela, mas nunca entraram na redoma, nunca entenderam a redoma.

Eu achei que esse livro ia me marcar muito mais e mexer mais comigo. Eu não nego que esse é um livro forte, mas eu acho que eu demorei demais pra conseguir me envolver. Terminei o livro com uma sensação de que eu preciso reler A redoma de vidro em outro momento da minha vida e que nessa releitura eu realmente vou me apaixonar pelo livro.

A redoma de vidro fica muito mais intenso quando a gente lembra que ele tem vários traços autobiográficos. Durante o livro a ideia de suicídio é muito presente e alguns meses depois de concluir o livro a Sylvia acabou se mantando. Pensar na história da Sylvia faz o universo da Esther ser muito mais convincente e duro.

A Sylvia Plath já entrou na minha lista de autores queridos e que eu quero conhecer o máximo possível da obra. Recomendo demais a leitura dos dois livros dela que já citei aqui no post. Os dois livros são opostos, mostram fases completamente diferentes da vida da Sylvia e ler os dois deixa tudo muito mais interessante. Eles acabam se complementando. A gente consegue visualizar os autos e baixos da vida da Sylvia.

Tanto Desenhos quanto A redoma de vidro foram publicados pelo selo Biblioteca Azul e também fazem parte do catálogo do Kindle Unlimieted.

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2 comentários sobre “A redoma de vidro – Sylvia Plath

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