O velho e o Mar – Ernest Hemingway

O velho e o mar é um desses livros que mesmo se você nunca leu, é muito provável que você já conheça a estória.

Aqui temos a estória de Santiago, um pescador de uma vila pequenininha, e que ficou mais de 80 dias sem conseguir pescar nada. Existia toda uma aura de azar em volta dele. Ele já estava desacreditada de si mesmo e a população da vida também já tinha se conformado com essa onda de azar do Santiago.  Durante a pescaria ele tinha a companhia de um menino, que não só ajudava ele, mas que tava ali para aprender as técnicas de pescaria com o Santiago. A família desse menino pede para ele se afastar do Santiago e mudar para um barco mais promissor. E é nesse contexto que o Santiago viaja para sua ultima tentativa de pescar alguma coisa.

O que mais me marcou no livro é justamente a relação entre o menino e o Santiago. O carinho entre eles é muito forte e é lindo ver o quanto o menino se preocupa com o Santiago. A relação deles não é só dentro do barco, o menino sempre visita o Santiago para saber se está tudo bem, se ele precisa de alguma coisa. A amizade deles é muito bonita.

A grande pira desse livro é a ultima pesca do Santiago. Isso não é spoiler, não vai acabar com a experiência de ninguém, mas o Santiago consegue fisgar um peixe, mas esse peixe é enorme e ele demora alguns dias até conseguir finalizar de fato essa pescaria. E é nesse momento em que ele está sozinho no mar, lutando contra esse peixe tão grande, sem conseguir comer e dormir direito porque ele precisa focar o tempo todo em pegar o peixe, que ele começa a refletir sobre como ele chegou nesse ponto da vida. Ele começa uma jornada um tanto existencialista. É uma batalha muito mais emocional do que física.

Apesar de ter uma estória extremamente simples, Hemingway consegue explorar muito da condição humana. Essa necessidade de provar para nós mesmos que podemos, que somos capazes. A nossa solidão, as formas que encontramos de fugir da nossa realidade, a maneira como olhamos para o nosso íntimo, o tanto que a gente se cobra, a importância das amizades e o impacto das nossas pequenas batalhas diárias. E tudo isso aparece de maneira muito fluida no livro.

O livro é super curtinho, mas mesmo assim a gente se apega muito ao Santiago. A gente sonha com ele e torce por ele o tempo todo. Acho muito difícil alguém ler esse livro e não desejar que a vida desse pescador melhore. E justamente por a gente se envolver tanto com o Santiago que o final desse livro é tão forte e tão marcante.

O livro traz as ilustrações da edição original, o que traz um charme a mais. A edição que eu li é da Bertrand Brasile tem 126 páginas.

 

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2 comentários sobre “O velho e o Mar – Ernest Hemingway

  1. Encontrei esse livro naquelas estantes que ficam em estações de ônibus e me apaixonei. Gosto muito do Hemingway, a simplicidade é sempre o melhor caminho pra transmitir uma boa estória. Abraços, querida. Seu blog é um sucesso.

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