2001: uma odisseia no espaço – Arthur C.Clarke

Agora que eu consegui limpar toda a bagunça do meu cérebro derretido e espalhado na parede, já posso começar a falar sobre esse livro aqui no blog.

Ficção cientifica é uma coisa um tanto maluca. Acho que o que eu mais gosto na literatura é quando um livro explora a essência humana, quando o leitor fica pensando sobre o que nos faz humanos, sobre nossas atitudes, valores e etc. E acho que nenhum outro gênero faz isso tão bem quanto a ficção científica.

A ficção cientifica pode ser tão absurda e explorar um leque de situações tão diferentes, que eu acho que é um gênero que tem muito potencial pra esfregar algumas coisas na nossa cara, da uma sacudida no leitor, derreter nosso cérebro e deixar todo mundo refletindo, com uma pulguinha atrás da orelha. Um exemplo desse potencial todo da ficção cientifica (e que não é do universo literário) é a série Black Mirror. Se você ainda não assistiu essa série, vai lá na netflix e assiste tudo.

É muito difícil falar sobre 2001 porque o meu cérebro derreteu de tal forma, que ficou bem difícil reorganizar as ideias. Uns dias depois de terminar o livro eu também assisti ao filme, mas a minha experiencia com o livro foi muito melhor, apesar de as duas mídias serem bem parecidas.

2001 começa com os nossos ancestrais, os homens macacos como diz no livro. No filme esses homens macacos são chimpanzés, eu tinha interpretado um tanto diferente, mas isso não muda muita coisa. O importante mesmo é que nesse momento aparece um objeto um tanto estranho. Os nossos ancestrais se deparam com um monolito, que seria uma estrutura muito grande, sólida e inteira preta. O monolito acaba sendo um marco importante na vida dos homens macacos, não quero entrar em detalhes por motivos de guardar as surpresas pra quem ainda não leu o livro.

2001-monolito.jpg

Depois desse momento a historia salta para o futuro e vamos acompanhar um momento de grande avanço tecnologico em que o homem explora o espaço e mais uma vez vamos nos deparar com outro monolito.  Essa descoberta leva a gente para o terceiro momento do livro que á uma expedição para Júpiter/Saturno.

Durante a leitura eu fiquei muito presa ao livro, mas eu sempre ficava com uma sensação de que eu não estava entendendo onde aquilo ia chegar. A terceira parte do livro tem um personagem muito interessante que é computador central da espaçonave, o Hal9000. Ele vai ter um papel muito importante nessa viagem e traz muitos questionamentos bem importantes.

Eu sei que esse post pode não está fazendo muito sentido, mas se eu for muito clara vou receber vários comentários me xingando por motivos de spoiler. Por isso que dessa vez eu fiz esse post sem spoiler e outro com spoiler (clique aqui para lerfalando mais sobre o que eu entendi do livro e minha experiência com o filme.

Se você nunca teve contato com esse livro, acho que o que realmente importa falar é que esse pode ser o livro que vai fazer você se apaixonar de vez pela ficção cientifica. Pelo menos foi o que ele fez comigo. O Arthur C. CLarke era cientista, ele trabalhou com o desenvolvimento de satélites e ele fala sobre astronomia com muita propriedade. Apesar de ser um livro de ficção, a gente acredita muito em tudo o que ele narra no livro. Ele constrói tão bem as imagens do espaço que você se sente dentro do foguete olhando pela janelinha junto com os astronautas. Eu fiquei impressionada e até um tanto comivida com o quanto tudo aquilo era palpável. Mesmo na hora de falar de tecnologias que não existem, o Arthur C. Clarke foi tão tecnico e explicou tudo com tantos detalhes que a gente nem estranha, tudo fica muito natural.

2001 não é um livro óbvio e nem traz um final explicadinho com desenhos e laranjas. O livro inteiro me prendeu muito, mas as ultimas 50 páginas do livro foram impossíveis de parar de ler. Depois que o livro acaba a historia continua com você, porque o autor jogou um milhão de ideias que você precisa digerir e interpretar e entender melhor o livro.

Outro ponto que eu não posso deixar passar é a edição do livro. Eu acho que muitas vezes as editoras subestimam a importância do projeto gráfico dos livros. 2001 vem dentro de uma caixinha e o livro em si é inteiro preto. Não tem nada escrito na capa, nem na lombada e nem em nada. Até mesmo as bordas do corte são pretas. Ou seja, o livro é um mini monolito. (Como eu não tirei foto do livro, peguei essa imagem no google mesmo, e ela veio do site Mix de séries)

2001aleph.png

O projeto gráfico do livro traz uma experiência de leitura muito divertida. Da mesma forma que o encontro com o monolito tem um impacto muito grande na vida dos personagens de 2001, esse livro também me transformou e me impactou muito. O fato do livro ser esse monolito faz o leitor se sentir ainda mais envolvido com a historia.  Eu já achava essa edição maravilhosa, mas depois da leitura eu fiquei muito mais apaixonada.

2001 uma odisseia no espaço já entrou pra minha lista de preferidos da vida, do ano e de tudo. Eu recomendo demais esse livro para qualquer tipo de leitor, porque com toda certeza vai ser uma experiência muito diferente e muito interessante.

Esse pequeno monolito é da editora Aleph e tem 336 páginas.

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