#2 Diário de Leitura – O Sol é Para Todos – Harper Lee

Mal publiquei o primeiro post, mas já me vi obrigada a voltar aqui. Hoje vou comentar sobre o que acontece até a página 162.

No capítulo 9 conhecemos um pouco mais sobre a família Finch. Por enquanto não gostei muito da família de uma maneira geral, mas o tio Jack me ganhou um pouco.
Gostei bastante de como ele trata as crianças, tentando ser o mais carinhoso possível, mas a parte que eu realmente gostei foi a conversa dele com o Atticus sobre o que aconteceu com a Scout na fazenda da família.

Mais uma vez o Atticus se mostrou extremamente sensível e deu uma aula de como tratar e educar seus filhos sem menosprezar a maturidade e a inteligencia das crianças.

Nessa parte da história começamos a sentir com mais intensidade o quanto as pessoas dessa cidade conseguem ser preconceituosas. Temos o desprazer de conhecer a senhora Dubose, que não cansa de infernizar as crianças com seus comentários racistas. Não só a vizinhança, mas a família Finch considera que Atticus vai levar a família a ruina ao defender Tom Robinson. As crianças ainda não entenderam direito o que está acontecendo, mas o clima fica cada vez mais pesado.

Por mais intragável que seja a Senhora Dubose, eu gostei da parte dela na história. Acabou marcando muito o Jem e fico com a impressão que ainda não vimos tudo o que ele aprendeu com essa senhora.

Outra passagem que eu não queria deixar de lado, é a do rouxinol. Acredito que seja a adaptação brasileira para o mockingbird. As crianças ganharam rifles de ar comprimido no natal e o Atticus tem uma breve conversa com Jem sobre ele preferir que os filhos mirem em latas em vez de rouxinóis. Ele fala sobre a inocência e a beleza do bichinho e sobre como ele não merece ser alvo das crianças. O que foi muito legal, é logo depois disso o Atticus sem viu sem saída e teve que atirar em um cachorro doente da vizinhança e nesse momento os filhos descobrem que ele tem um incrivel talento para tiros. Uma das vizinhas conta que ele já teve o apelido de tiro-certeiro, mas que ao compreender o valor da vida, deixou a caça de lado. Aqui é a primeira vez que aparece o lado negro da força na personalidade do Atticus, mas ele continua sendo uma pessoa ponderada que apesar de conhecer o lado da maldade, continua valorizando a vida e o respeito.

Mas pra finalizar o post vou falar sobre a parte que mais me marcou desde o ultimo post: o momento em que as crianças vão com a Calpúrnia na missa. A Calpúrnia leva as crianças na igreja dos negros. A igreja se chama Primeira Aquisição pois foi comprada com o salário dos primeiros negros. É um ambiente muito mais simples, sem decoração e sem livro de hinos. Lá Scout e Jem são tratados com muito respeito pela maioria dos negros, pois todos eles sabem que o pai deles está ajudando Tom Robinson. Nesse momento as crianças vivem uma experiência que vai na contra mão do que eles estão acostumados. Lá na Primeira Aquisição as pessoas não sabem ler, falam errado, são muito mais simples, mas lá eles admiram Atticus.

To bem curiosa pra saber como as crianças vão lidar com essa história. Parei a leitura no momento em que eles encontram a tia Alexandra.
Em algum momento dessa semana eu volto com mais impressões sobre essa história que fica cada vez mais envolvente.

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