Sidarta – Hermann Hesse

Eu sei que tenho postado com bastante frequência mas é só nessa fase quase embrionária do blog. A ideia é ele pegar no tranco e ter conteúdo pra mostrar qual o propósito do Literateca.
A parte de escolher quais livros eu vou falar não é muito fácil.  Faço questão de mostrar o que eu li de melhor e escrever de um jeito que deixe vocês pelo menos curiosos (ta, essa é a parte difícil de verdade).  Sendo assim, um livro que eu realmente não posso deixar de fora é Sidarta.Hermann Hesse

Antes de falar sobre o livro vou comentar um pouquinho sobre o autor. Hermann Hesse é um dos principais escritores alemães, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1946. Só por ai já da pra ter uma ideia da qualidade do trabalho dele né? Hesse foi a ovelha negra de uma família tradicionalmente protestante e engajados em serviços missionários. Desde cedo ele se incomodou com toda a imposição da igreja Luterana e se afastou de todo esse ambiente. Sua historia é marcada pelos impactos psicológicos da Primeira Guerra Mundial e pelo contato com a cultura Oriental.

Agora como falar de Sidarta? Esse livro é genial demais e talvez eu não consiga passar pra vocês toda a beleza da obra, mas vou tentar. O livro foi publicado em 1922 e conta a historia de vida de Sidarta.  Ele era filho de um brâmane e sempre cativava a todos, mas ninguém o admirava tanto quanto seu melhor amigo Govinda. Apesar de tudo ele se sentia triste e incomodado. Então para tentar curar suas angustias ele resolve se juntar a um grupo de Samanas (sábios nômades que viviam de esmola) e Govinda acabou seguindo ele. Os dois aprenderam muito com os samanas, meditaram muito e viveram uma vida intensa de pobreza e jejum. Mas Sidarta ainda não estava satisfeito, aquilo ainda não acalmava seu coração. Ouviram falar então de Buda e Sidarta Hermann Hesseforam atrás dele para ouvir suas palavras. Buda agradou muito Sidarta e Govinda que resolveram deixar de seguir os samanas. Só que apenas Govinda se uniu ao Buda. Por mais que as palavras do Buda fossem bonitas, por mais que elas fizessem sentido ainda não era o que Sidarta procurava. Ele então resolveu viver uma “vida normal” pra tentar se aprofundar na espiritualidade de outra forma. Aprendeu novos prazeres e novos valores e sua vida sofreu mudanças intensas.

Sidarta é um livro muito intenso que explica sobre vários aspectos da espiritualidade na cultura Indiana. A obra pode acrescentar muito na vida de qualquer leitor. Enquanto eu lia esse livro sempre senti uma paz muito forte. É difícil explicar a sensação. A história é linda, cheia de questionamentos e revelações. É um daqueles livros que você vai sentir vontade de reler inúmeras vezes e sempre aprender alguma coisa diferente. Eu acho que a leitura de Sidarta é uma experiência extremamente subjetiva. Sem dúvidas é um livro que vale a pena demais.

O livro tem 175 páginas e foi publicado pela editora Record.

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3 comentários sobre “Sidarta – Hermann Hesse

  1. Bem legal legal essa iniciativa do blog Nat, provavelmente vou achar muita coisa boa por aqui!
    Sidarta é um livro iluminado mesmo, me fez refletir sobre assuntos que nem dava importância e percebo que hoje entendo mais sobre mim.

    Curtido por 1 pessoa

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